Alexander Graham Bell gostava de atender o telefone com uma expressão náutica, Ahoy. Na verdade, ele usava dois ahoy, ahoy ! O que parece uma bobagem nos dias de hoje preocupou os primeiros usuários. Como iniciar uma conversa com alguém que não está de fato na sua frente? O prosaico Bom Dia parecia não estabelecer uma interlocução adequada. Afinal, na outra ponta da linha poderia estar alguém da Suécia, num dos seus típicos 364 dias de chuva e frio. Exceto um que é o verão lá. Ou alguém que está ligando justamente pra dizer que a tia acabou de passar dessa para melhor devido a um terrível acidente na estrada para Estocolmo. Vocês sabem: vias acidentadas, cavalos assustados. Definitivamente, um Bom Dia não era decente.
O grande rival de Graham Bell era Thomas Edison e embora não tenha sido o inventor do telefone quis dar sua contribuição para resolver o dilema. Propôs o Alô. Não pegou. As pessoas continuaram sem saber como iniciar a conversa à distancia. Uns abriam com o Ahoy de Bell. Outros iam de Bom Dia mesmo. E isso permaneceu por anos até que em 1880, na primeira convenção das empresas de telefone, seu presidente abriu os trabalhos dizendo que a melhor tele saudação disponível era mesmo o Alô. Foi aplaudido entusiasticamente, porque afinal surgia alguém com autoridade para terminar com aquela discussão. Estavam todos cansados da controvérsia. Pegou. Até na Suécia.
Mas de onde vem o termo? Fácil. Em inglês, a palavra Hello é parente de Halôn, um verbo do alemão antigo que significava "to fetch", algo como "ir buscar " em nossa língua. Era usada para chamar a atenção dos barqueiros por pessoas às margens dos rios. Um termo, digamos, fluvial venceu o termo marítimo.

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